Londres, 1º out (EFE).- Três meses depois da introdução no Reino
Unido da proibição absoluta do fumo em lugares fechados, os
proprietários de bares e outros estabelecimentos se dizem
satisfeitos com o andamento dos seus negócios.
Segundo a primeira pesquisa sobre os impactos da legislação sobre
o setor, publicada hoje na imprensa britânica, não só houve uma
sensível melhora na qualidade do ar, como, em muitos casos, a medida
beneficiou os negócios.
Em junho, colaboradores do centro para o controle do fumo de
Warwick, no centro da Inglaterra, visitaram 59 estabelecimentos em
diferentes partes do país. Dois meses depois, repetiram a visita, e
descobriram que a exposição dos funcionários à fumaça tinha sofrido
uma redução de 95%.
No intervalo entre as inspeções, as pequenas partículas de fumaça
de cigarro dissolvidas no ar, que antes da proibição alcançavam
cotas quase perigosas para a saúde, caíram para níveis similares aos
existentes fora desses estabelecimentos.
Segundo cálculos dos especialistas, depois da proibição, a
exposição média dos funcionários de bares, pubs, discotecas e salas
de bingo diminuíram do equivalente a 190 cigarros por ano para
apenas 44.
Ao mesmo tempo, os negócios prosperaram: em junho, mais da metade
dos proprietários de estabelecimentos do tipo disseram que temiam um
possível impacto negativo da proibição.
No entanto, em agosto, 70% dos procurados disseram que a mudança
na legislação teve um impacto positivo, ou, pelo menos, não tinha
afetado em nada o seu negócio.
O resultado da pesquisa coincide com a entrada em vigor de uma
nova lei no Reino Unido que eleva de 16 para 18 anos a idade legal
mínima para a compra de cigarros. EFE
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